Hoje fui ao cinema ver Cisne Negro. O trailer já havia chamado minha atenção, mas o que me aguçou a curiosidade foram os comentários nas redes sociais. Não imaginava que o filme era tão intenso. Vou dizer logo no início do post, esse filme não é para qualquer pessoa. Acho que é o tipo: ame ou odeie.
Eu amei.
Lago dos Cisnes é um clássico que já tive oportunidade de ver. Sempre me soou uma história romântica demais, ingênua demais, bobinha até. Devo confessar que a dança, dentre todas as artes, é a que menos me atrai (fica aí minha total falta de jeito para ela como desculpa). No entanto, o filme Cisne Negro explicita a dualidade das forças, presentes no balé, de forma primorosa.
Nina (Natalie Portman) recebe a oportunidade de ser a primeira balarina da companhia de Thomas Leroy. A primeira cena sugestivamente começa com o sonho. O correr do filme é um devaneio que vivenciamos pelas impressões mais viscerais de Nina. Lembro-me de ver um comentário dizendo que as cenas se repetem. Não vi isso como um ponto negativo para o filme. Minha leitura foi exatamente a de que estamos presos a certos processos mentais e da dificuldade que temos de nos livrarmos deles. Essa é a luta interna de Nina. Ela quer se libertar, quer libertar o cisne negro.
O filme é impactante de várias formas. Em certo momento eu ficava sem poder acreditar no que via. Como se pregassem peças em meu cérebro.
O ponto alto do filme foi o dia da estréia do balé (o gran finale). É lá que o cisne cria asas. E também é o ápice do expetáculo, que o diretor do filme explorou de forma tão inteligente que não tinha como eu não me sentir na platéia do teatro. Os aplausos, que consagraram a bailarina Nina, dominavam a sala de cinema e quase que não me aguentei e aplaudi também. Se isso não cheguei a fazer, devo confessar que fiquei todinha arrepiada.
Mas é um filme doido. É um porradão em nossa cabeça só que sabendo passar a mensagem. Só não conto o filme para não estragar a surpresa de quem ainda quer ver (eu recomendo).